Vaias a Lula foram injustas, diz ministro do Planejamento

Paulo Bernardo, observou, porém, que as vaias são 'democraticamente legítimas'

Tânia Monteiro, do Estadão,

17 de julho de 2007 | 13h07

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, 17, ao deixar a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, que considerou injustas as vaias ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última sexta-feira, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.  Bernardo observou, porém, que as vaias são manifestações populares e, portanto, democraticamente legítimas, além de descartar uma possível organização da manifestação pelo prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM).  "Ele não seria capaz de uma barbaridade dessas", afirmou. Lembrando Nelson Rodrigues, que disse que no Maracanã até minuto de silêncio é vaiado, Paulo Bernardo afirmou que nem ele, nem o presidente e nem ninguém do governo estão preocupados com essa questão. Sobre a proposta de reforma tributária que está sendo discutida no Conselho, Paulo Bernardo disse que é boa e espera que haja convergências entre a proposta do governo e do conselho. A expectativa, segundo o ministro, é que no fim de agosto possa se ter uma proposta definitiva para ser encaminhada ao Congresso.  Com relação à taxa Selic, que será discutida nesta terça e na quarta-feira, na reunião do Comitê de Política Monetária, Paulo Bernardo disse que ele e todos que estavam na sexta-feira no Maracanã esperam que os juros diminuam . Lei de Greve  O ministro disse ainda que o governo vai enviar em agosto ao Congresso Nacional a proposta de regulamentação da Lei de Greve. Segundo ele, é de interesse esse projeto e "o presidente mandou fazer". Ele disse que até o final deste mês o governo vai discutir as propostas com as lideranças sindicais. Paulo Bernardo defendeu o processo de consulta nesse caso.  (Colaborou Adriana Fernandes, do Estadão)

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