Vaiado em cerimônia no RJ, Cabral pede educação à plateia

Ao lado da presidente Dilma Rousseff, Governador do Estado foi hostilizado por aliados do prefeito de São Gonçalo, correligionário do ex-governador Anthony Garotinho (PR)

Luciana Nunes Leal - O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2013 | 12h38

Rio - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi vaiado durante solenidade para anúncio de recursos para a linha 3 do metro na região metropolitana do Rio, nesta quarta-feira, 11. Ao lado da presidente Dilma Rousseff, Cabral foi alvejado por aliados do prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulin (PR), aliado do ex-governador Anthony Garotinho. Em resposta, pediu "educação" à plateia.

O governador acabou aplaudido quando chamou o prefeito para trocar um aperto de mão. "Neilton, treina a sua turma para ser mais educada", disse Cabral. O governador citou uma série de investimentos do Estado e da União em São Gonçalo para diminuir a hostilidade de parte das pessoas presentes. No fim do discurso de Cabral, um pequeno grupo gritou "união, união, Dilma, Cabral e Pezão". O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, é o provável candidato do PMDB ao governo do Rio.

As vaias ocorrem num momento delicado para Cabral, desgastado pelas manifestações frequentes contra seu governo. As reivindicações vão desde o pedido por solução para o sumiço do pedreiro Amarildo de Souza - morador da Rocinha levado por policiais militares à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) - até a explicações sobre seu patrimônio.

Durante a cerimônia, um pequeno grupo de cerca de 20 pessoas fez um protesto próximo ao local do evento, em São Gonçalo. Os manifestantes pediam o fim do voto secreto no Congresso e direito de usar máscaras nos protestos - a proibição foi aprovada nessa terça pela Assembleia do Rio. Não houve registro de conflito.

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