''Vai fazer alguma entrega?''

Ela chegou de moto, tênis preto de faixas brancas e jaqueta jeans - e a primeira pergunta que ouviu foi: "Vai fazer alguma entrega no prédio?" Sem perder o embalo e o humor, disse ao porteiro que veio participar da sabatina do Estadão. Ao seu estilo, marcado pelo sorriso no rosto, enfrentou por duas horas o questionário sobre suas metas para São Paulo. Falou da relação tênue com os colegas do Legislativo municipal, mas ressaltou que sua decepção não é com todos os vereadores da Casa. "Não sou eu contra 54, a Joana D?Arc sozinha."Quando abordada sobre quem vai apoiar no segundo turno, saiu-se assim: "Puxa vida, é tão cruel essa pergunta. Deve ser boa, porque todo dia me fazem essa pergunta umas três vezes". Disse que não fez "mídia training". "Sou totalmente destreinada." Instada a falar sobre sua proposta para a saúde, revelou preocupação com carências da metrópole. Tropeçou em uma reflexão e desculpou-se: "Meu Deus, não tomei minha fluoxetina hoje". Acha que a administração usa mal o que tem na rede pública e defendeu o sistema de médico da família nos bairros. "A pessoa é atendida na AMA, mas vai ter que procurar um neurologista. Tá bom. Vai achar no Google, provavelmente, ou nas páginas amarelas, uma caça ao tesouro." A maconha, que garantiu não usar "faz muito tempo", ainda a torna alvo de desconfianças. Ela ouve: "Soninha? Qual? Ah, aquela que tem aquele probleminha". E arrematou: "Sou contra o uso indevido do que quer que seja".

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