Vai a 26 total de presos em ação contra fraudes em MT

Subiu para 26 o total de presos hoje durante a Operação Atlântida, da Polícia Federal, que busca desarticular esquema de fraudes em licitações e desvios de verbas federais em Mato Grosso. Estimativa realizada pela Controladoria Geral da União (CGU) aponta que os prejuízos aos cofres públicos podem ultrapassar R$ 38 milhões.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

19 de novembro de 2010 | 12h39

O inquérito policial foi instaurado em fevereiro deste ano para apurar uma suposta associação de empresas que atuam no Vale do Araguaia, no leste do Estado, voltadas para o desvio de verbas públicas e fraudes em processos licitatórios nos municípios da região. O suposto esquema contava com a participação de servidores públicos e de um funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF).

Além das fraudes nos processos licitatórios, a investigação afirma que o desvio de recursos ocorria por meio da execução incompleta da terraplenagem nas obras de pavimentação com asfalto. A técnica consistia em fazer espessuras bem menores nas camadas de base e sub-base do pavimento, fraude que contava com a participação dos projetistas e dos fiscais das obras.

Segundo a PF, foram detidas seis pessoas em Cuiabá, 12 em Barra do Garças, três em Canarana, dois em Novo São Joaquim e três em Pontal do Araguaia. Outras nove pessoas foram levadas à delegacia, em cumprimento de mandados de condução coercitiva.

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