Vaccari nega desvio de recursos da Bancoop

O tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), João Vaccari Neto, negou hoje, em depoimento à CPI das ONGs, no Senado, desvio de recursos da cooperativa e a existência de recursos públicos na Bancoop. Vaccari, que é acusado pelo Ministério Público paulista de ser chefe de uma organização criminosa, fala ao Senado pela segunda vez este ano. Em março, ele foi ouvido na Comissão de Fiscalização e Controle.

ANA PAULA SCINOCCA, Agência Estado

04 Maio 2010 | 16h34

Nas duas ocasiões ele negou ter recebido envelopes de dinheiro para serem encaminhados ao PT. "Não houve superfaturamento na Bancoop em nenhuma hipótese, da mesma forma que não houve contribuições a partidos políticos", afirmou.

Vaccari voltou a rebater as acusações do promotor José Carlos Blat, de que a direção da Bancoop movimentou R$ 31 milhões em cheques para a própria cooperativa. "Isso se refere a operações interbancárias, são transações de um empreendimento para outro", afirmou. Também sobre Blat, Vaccari disse que o promotor faz acusações "midiáticas" e que não há, até hoje, nenhuma acusação formal.

Vaccari voltou a apresentar versão diferente do doleiro Lúcio Bolonha Funaro sobre a quantidade de encontro entre os dois. Segundo o petista, ambos se encontraram uma única vez. Já Funaro disse à CPI, na semana passada, que foram alguns encontros, e não apenas um.

Vaccari também negou versão apresentada por Funaro em relação ao grupo Schahin. Segundo o doleiro, o petista tinha uma "relação umbilical" com o grupo. "Eu, na pessoa física, não tenho nenhum relacionamento com a Schahin", disse. Em seguida, emendou: "A Bancoop tentou uma negociação para a conclusão de obras, mas não tivemos sucesso". O depoimento do tesoureiro petista teve início às 15h.

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