Vaccari evita se comprometer com possível acareação

O tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), João Vaccari Neto, evitou hoje se comprometer com uma possível acareação com o doleiro Lúcio Bolonha Funaro. Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o doleiro disse que recursos desviados da Bancoop seriam utilizados para abastecer o esquema do mensalão petista. O Ministério Público de São Paulo investiga suposto esquema de desvio de recursos da cooperativa para financiamento de campanhas do PT, inclusive as do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

ANA PAULA SCINOCCA, Agência Estado

30 de março de 2010 | 15h52

"Isso (acareação) temos que discutir depois com a direção partidária", esquivou-se Vaccari. O tesoureiro petista presta depoimento, desde o meio-dia, no Senado.

Vaccari negou várias vezes irregularidades na cooperativa. Disse não haver superfaturamento e que nunca recebeu dinheiro. "Não houve superfaturamento em nenhuma hipótese. Não houve contribuições a partidos políticos", assegurou.

O depoimento de Vaccari é acompanhado pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra. O tesoureiro petista disse que tem a consciência tranquila e que pretende continuar no cargo, a não ser que o partido entenda que ele deva deixar o posto. "Fui eleito tesoureiro do PT e vou continuar até que o partido decida que eu não deva mais ser. Na minha consciência, posso continuar. Na minha modesta opinião, tenho tranquilidade nestas questões", disse.

Além de Vaccari, também presta depoimento nesta terça-feira o advogado da Bancoop, Pedro Dallari. Eles falam ao senadores em sessão conjunta das comissões de Fiscalização e Controle e Direitos Humanos.

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