Vaccari culpa cooperados da Bancoop por obras paradas

Apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como responsável pelo desvio de recursos na Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), o novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, diz que houve apenas "desequilíbrio financeiro" e nega que dinheiro da entidade tenha ido para campanhas eleitorais de seu partido. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Vaccari responsabiliza os próprios cooperados por não terem obtido as chaves dos imóveis que adquiriram.

AE, Agencia Estado

10 de março de 2010 | 09h02

Alegando mais uma vez que as denúncias fazem parte de uma "ação eleitoreira", ele diz que erros orçamentários demandaram o reajuste das "estimativas de custo". "O que existe é uma briga entre sócios", afirma. "Esse promotor quer sacanear comigo porque sou petista, tesoureiro do PT." Vaccari negou desvios para campanhas. "Não tem caixa 2 no PT. Eu nunca tive conhecimento disso", diz.

O petista contesta a informação de rombo de R$ 100 milhões, como estima o promotor de Justiça José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital. "Ele (promotor) em nenhum momento cita que teve acordo com a Bancoop. Um acordo judicial, transitado com o juiz", conta.

De acordo com Vaccari, quando assumiu a presidência da entidade foi feita uma auditoria contábil e de engenharia. "Os engenheiros disseram: ''Tem problema nos preços. É muito baixo. Com esse preço, vocês não constroem''", afirma. "Chamamos os cooperados e dissemos: ''Amigos, com esse dinheiro dá para fazer duas torres, não três. Auditem para verificar.'' Alguns fizeram isso e estão tocando a vida. Outros não concordaram com o resultado." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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