Vaccari aceita acareação com Youssef, diz defesa

Doleiro acusou o tesoureiro do PT de receber dinheiro de propina para abastecer o partido no âmbito da Operação Lava Jato

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2015 | 18h36

BRASÍLIA - O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, se colocou à disposição dos deputados para fazer uma acareação com o doleiro Alberto Youssef, que o acusa de receber dinheiro de propina para abastecer o partido. A informação foi repassada pelo advogado do tesoureiro, Luiz Flávio D'Urso, ao final da sessão, nesta quinta-feira, 9.


"Foi ele mesmo que falou. Ele está à disposição, desde o início, das autoridades. Se essa for a orientação da Casa, ele vai comparecer sem problema algum", afirmou o advogado.


D'Urso disse que seu cliente respondeu a todas as perguntas, apesar de ter obtido no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de ficar calado. "Ele compareceu mesmo tendo direito de ficar calado, respondeu a todas as indagações", disse o advogado. "Ele veio e respondeu a todas as perguntas, as mesmas respostas que ele levará no Paraná e no Supremo".


Mais cedo, o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), confirmou que Vaccari buscou a liminar para evitar que recebesse voz de prisão na CPI. O advogado negou. "Não havia esse receio. Não há nada que possa trazer qualquer indício, qualquer suspeita de prisão".


D'Urso afirmou que a relação de Vaccari com Yousseff é superficial. "Ele não tem relacionamento com o Youssef. Esteve uma única oportunidade, passou uma única oportunidade no escritório do Youssef, o Youssef não estava e ele foi embora. Ele nunca teve contato maior com ele", afirmou. 

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