Vaccarezza: 'ridículo' falar de falta de independência do BC

Para o líder do governo na Câmara, queda da Selic incomodou 'quem quer viver de especulação'

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2011 | 13h08

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), negou qualquer interferência da presidente Dilma Rousseff e do governo sobre a decisão do Banco Central (BC) de reduzir a taxa Selic de 12,5% para 12% ao ano. Segundo ele, o BC deu uma demonstração de grande independência. "Quem quer viver de especulação ficou incomodado", afirmou, completando que as críticas sobre a decisão tomada ontem pelo BC partem da "banca", ou seja, de quem ganha com os juros altos.

Vaccarezza considerou "ridículo" falar de falta de independência do Banco Central nessa decisão e disse que, assim como ocorria no governo Lula, também na gestão Dilma Rousseff o BC não sofre interferências. O líder afirmou que há, no Brasil, condições macroeconômicas para a queda de juros. Ele citou a estabilidade financeira do País, com uma posição fiscal confortável, como fator que permite o aumento de superávit primário. Vaccarezza citou também como fatores para a queda dos juros o controle da expectativa de aumento da inflação e sinais de redução da atividade econômica, com a meta de crescimento caindo de 4,5% para 4%.

O líder disse que se forem mantidas as condições macroeconômicas, a expectativa é que o Banco Central continue reduzindo os juros. "O Banco Central mostrou o rumo do que serão as próximas reuniões", declarou. Vaccarezza disse também que quem defende taxas altas de juros "ou é louco, ou tem interesses grandes em jogo".

 

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