Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Vaccarezza diz que minirreforma eleitoral 'morreu'

Votação de proposta do Senado não avançou na Câmara e deputado petista acredita que texto não seja aprovado em tempo de novas regras valerem para 2014

Daiene Cardoso - Agência Estado

26 de setembro de 2013 | 12h36

Brasília - O coordenador do Grupo de Trabalho da Reforma Política, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), acredita que já não há mais chances da Câmara dos Deputados votar a minirreforma eleitoral proposta pelo Senado em tempo de fazer as regras valerem para as eleições de 2014. A expectativa era que a proposta fosse votada nessa quarta-feira, 25, pelos deputados, mas com exceção do PMDB, as siglas da base aliada alegaram pouco conhecimento da proposta e não houve acordo para apreciar o assunto nesta semana. "Não dá para votar mais. A minirreforma morreu", concluiu Vaccarezza, nesta quinta, 26.

Entre outras medidas, a minirreforma permite a doação financeira de concessionárias de serviços públicos e a manifestação de opinião pessoal sobre questões político-partidárias em blogs e em redes sociais, e propõe limites para a contratação de cabos eleitorais.

Nessa quarta, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), esticou a sessão até as 23 horas na esperança de discutir o projeto. O PT seguiu à risca a determinação da Executiva do partido de obstruir a votação da matéria e foi acompanhado por outras siglas. Os petistas consideram a proposta superficial e defendem a convocação de um plebiscito para realização da Reforma Política.

O Grupo de Trabalho de Vaccarezza também não tem a simpatia do PT. Nesta semana, a Executiva da legenda deixou claro que não concorda com as propostas em discussão no Grupo e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou discordância com as sugestões levantadas até agora. Vaccarezza disse que voltará a se reunir com Lula ainda nesta quinta em São Paulo.

Nesta manhã, Vaccarezza não conseguiu reunir os membros do grupo para dar continuidade aos trabalhos da Reforma Política. Segundo o petista, a criação de novas siglas e as negociações para mudança partidária tiraram o foco dos parlamentares, que já voltaram para suas bases eleitorais. Apenas dois deputados se comprometeram em participar da reunião, que acabou sendo cancelada.

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