USP, Unesp e Unicamp param por 24 horas

Os sindicatos dos funcionários e professores das três universidades públicas do Estado de São Paulo - USP, Unesp e Unicamp - decidiram hoje fazer uma paralisação de 24h nesta quarta-feira (22) para pressionar os reitores a rever a proposta de reajuste salarial oferecida na semana passada às duas categorias. Às 15h, representantes do Fórum das Seis - entidade que reúne os sindicatos - sentam à mesa com o membros do Conselho dos Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).Numa demonstração de força e mobilização, os sindicalistas prometem enviar caravanas para a porta da sede da Universidade Estadual Paulista (Unesp), na Alameda Santos 647, local da reunião. Professores, funcionários e também alunos devem participar do ato. Este ano os sindicatos estão encampando a reividicação de estudantes por contratação de mais professores. Desde 2 de maio, alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) estão parados pelo déficit de docentes. Os trabalhadores da USP, UniveRsidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Unesp têm uma pauta com 12 reivindicações.O Cruesp oferece 6,43% - índice de preço ao consumidor medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP (Fipe) nos últimos 12 meses. Funcionários e professores - que recebem o mesmo reajuste e têm data-base em maio - exigem 16%. Indicação de greveNa sexta-feira, após a primeira rodada de conversação entre reitores e trabalhadores, o fórum decidiu por uma indicação de greve para indicar o descontentamento com a oferta. Na linguagem sindical, essa indicação significa um passo antes de uma paralisação, que é ou não ratificada nas assembléias.Até o final da tarde de hoje funcionários de seis dos 15 câmpus da Unesp haviam decidido parar. Somente os professores de Ilha Solteira tinham aderido. Os sindicatos das demais universidades haviam aprovado a paralisação, sendo que na USP os professores não trabalharão apenas depois das 12 horas.Na avaliação do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), os 6,43% ficam muito abaixo da inflação e do crescimento do ICMS. A Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp) aprovou na assembléia de hoje uma possível contraproposta. Aceitariam um reajuste de 9,66% agora e a negociação do restante - até chegar aos 16% - em setembro. A idéia será submetida ao Fórum das Seis que se reúne amanhã, às 10h, no câmpus da USP.Durante toda a tarde a reportagem tentou entrar em contato com o presidente do Cruesp, José Carlos de Souza Trindade, reitor da Unesp, mas não conseguiu.

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