USP pode aprovar quatro novos cursos

O Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) deve aprovar nesta terça-feira quatro novos cursos para o vestibular deste ano. Além disso, 85 vagas em cursos já existentes farão parte da pauta de discussões. Estarão em votação hoje os cursos de engenharia ambiental, engenharia elétrica (ambos no câmpus de São Carlos) e de biblioteconomia e licenciatura em química (câmpus de Ribeirão Preto). Se forem aprovadas, as vagas representam apenas cerca de 50% da expansão que a USP pretende realizar em 2003. No total, devem ser aprovadas na reunião desta terça-feira 225 vagas, sendo 140 nos novos cursos. A intenção da universidade este ano - anunciada ao governador Geraldo Alckmin na sexta-feira - é a de acrescentar 415 vagas no vestibular da USP. As propostas para a criação de outros oito cursos, porém, ainda estão tramitando na universidade e por isso não foram levadas à votação no Conselho Universitário. "Falta discutir a viabilidade econômica, acadêmica e o número de docentes de cada um", diz a pró-reitora de graduação da USP, Sonia Penin. Apesar disso, o manual do candidato da Fuvest 2003 já terá os 12 novos cursos, mas com uma nota de rodapé informando que eles ainda dependem de aprovação. Mas isso só pode ocorrer até 20 agosto, diz Sonia, que não acredita que todos os 12 cursos serão criados no ano que vem. Segundo a reitoria, algumas das propostas foram enviadas de volta para as unidades para que fossem reorganizadas. A grande maioria de cursos foi pedida por faculdades do interior. Apenas o Instituto de Química da capital propôs a criação dos cursos de licenciatura em Química e bacharelado em Química Ambiental. Entre os cursos já existentes que devem ter a ampliação das suas vagas aprovada hoje estão os de Ciências da Computação (de 40 para 100 vagas), bacharelado em Matemática (de 25 para 30) e Matemática Aplicada e Computação Científica (de 10 para 30), todos eles no câmpus de São Carlos. No ano passado, a USP criou 11 novos cursos totalizando 435 vagas e outras 22 em cursos já existentes. No fim de 2001, a universidade recebeu R$ 15 milhões da Assembléia Legislativa, como verba complementar, para executar a ampliação.

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