USP foi usada em produção ilegal de remédio

Um dos laboratórios da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) foi mesmo usado para a produção clandestina do extrato de agaricus - obtido a partir do cogumelo de mesmo nome. É a conclusão da sindicância interna que investigou o caso envolvendo o professor titular Milton Leôncio Brazzachi. Hoje foi aberto inquérito administrativo na universidade para determinar a punição dos acusados. Além de Brazzachi, o professor Sunao Sato, chefe do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da faculdade, é apontado como responsável. Brazzachi é acusado pela produção ilegal do medicamento nas instalações da faculdade e pode ser exonerado da universidade. Sato é acusado de omissão e pode ser suspenso temporariamente. "Sato sabia da operação e não comunicou o fato à direção da faculdade", afirmou Jorge Mancini Filho, diretor da FCF-USP. O processo administrativo termina em 60 dias.Segundo o advogado de Brazzachi, Paulo Esteves, não há provas materiais contra seu cliente. Se o inquérito determinar algum tipo de punição, o advogado entrará com ação judicial pedindo sua anulação. Procurado pela reportagem, Sato não respondeu às ligações. Brazzachi também pode estar envolvido na produção ilegal de metanfetamina - substância entorpecente. A comissão sindicante do caso do agaricus decidiu instaurar outra investigação para apurar a denúncia.

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