Uso da quebra de sigilo por campanha tucana reflete 'desespero', diz Dilma

Para candidata do PT, adversários usam caso para levar eleição no 'tapetão'

Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2010 | 15h45

PORTO ALEGRE - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, atribuiu a um ato de "desespero" a tentativa de seu principal adversário, o tucano José Serra, de acusá-la de ser a responsável pela quebra de sigilo de políticos do PSDB. "O meu adversário, todos de sua campanha, estão desesperados porque, a cada dia que passa, eles perdem o apoio popular", disse a petista em coletiva de imprensa em Porto Alegre, antes de embarcar para Foz do Iguaçu.

 

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Ela disse também que as acusações dos tucanos são falsas e levianas, sem nenhuma sustentação jurídica. "A gente acha que querem ganhar no tapetão. Mas não vão conseguir porque acusações que fazem são falsas, levianas e não têm sustentação jurídica. Ao tentar responsabilizar minha campanha por fatos ocorridos em setembro de 2009, quando não havia nem pré-candidatura, nem campanha eleitoral", afirmou.

 

A petista esteve em Porto Alegre para gravar cenas para seu programa eleitoral.

 

Dilma anunciou que o PT vai entrar com ações contra a campanha de Serra. Uma delas, baseada no art. 323 do Código Eleitoral, que imputa crime a divulgação de fatos inverídicos. O partido também entrará com ações por calúnia, injuria e difamação contra o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

 

A candidata destacou ser a parte mais interessada nos desdobramentos destas investigações. Para ela, episódios como este é "virar a mesa da democracia". Dilma disse que quem age assim, perdendo dignidade, "não costuma ser perdoado" pelo País.

 

"Num processo democrático pode-se perder a eleição mas não a dignidade. A história do Brasil não costuma perdoar quem age dessa maneira", enfatizou.

 

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