Usina nuclear dos EUA encerra contrato de segurança após invasão

O "Fort Knox" do governo dos EUA para armazenamento de urânio utilizado para armamentos terminou o contrato com uma empresa de segurança internacional, dois meses depois que uma freira de 82 anos e outros ativistas nucleares, invadiram a usina.

TIMOTHY GARDNER, Reuters

29 de setembro de 2012 | 17h03

A B&W Y-12, unidade da Babcock & Wilcox contratada para administrar a usina Y-12 (localizada em Oak Ridge, Tennessee), disse na noite de sexta-feira encerrará o contrato com a WSI Oak Ridge em 1 de outubro. A WSI pertence à empresa de segurança G4S, que esteve no meio de uma discussão sobre segurança nos Jogos Olímpicos de Londres.

A medida acontece depois que a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA, na sigla em inglês), uma agência do Departamento de Energia, enviou uma carta na sexta-feira para o presidente da B&W Y-12, Charles Spencer, dizendo que tinha "sérias preocupações" sobre a empresa e a segurança que a WSI estava fornecendo para o único local de armazenamento e processamento de urânio para armamento.

A carta recomendava que a B&W rescindisse o subcontrato com a WSI e trabalhasse em conjunto com a empresa para assumir as operações de segurança, depois da invasão no dia 28 de julho.

A freira, Megan Rice, e duas outras pessoas, cortaram as cercas do perímetro chegar à parede externa do edifício onde o urânio enriquecido estava armazenado. O local foi fechado temporariamente, após a invasão.

Uma investigação feita pelo inspetor geral do Departamento de Energia descobriu que uma câmera de segurança estava quebrada havia seis meses e fazia parte de uma série de pedidos de reparos necessários para a segurança da instalação.

A NNSA repetiu no sábado a afirmação do secretário de energia, Steven Chu, de que o incidente foi um importante "alerta" para todo o complexo nuclear.

"A segurança do material nuclear da nossa nação é a responsabilidade mais importante do departamento, e não aceitaremos funcionários, federais ou terceirizados, que não façam ou não possam fazer o seu trabalho," disse o porta-voz da NNSA, Joshua McConaha.

Depois do incidente, o principal oficial da segurança da NNSA e dois outros funcionários federais foram transferidos. Além disso, altos representantes da WSI foram realocados e os agentes ligados ao arrombamento foram demitidos, rebaixados, ou suspensos sem remuneração.

A G4S, empresa controladora da WSI, acabou se tornando o foco de uma tempestade política e da mídia no Reino Unido, por conta de terceirização da segurança, depois que não conseguiu fornecer policiamento suficiente para as Olimpíadas.

A WSI não respondeu imediatamente ao pedido de comentário sobre o final do contrato.

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