Urbis discute problemas das cidades e suas soluções

A partir de terça-feira, São Paulo vai concentrar as atenções de quem cuida da gestão das cidades. A Urbis 2003 - Feira e Congresso Internacional de Cidades será realizada no Anhembi até sexta-feira e espera atrair 15 mil pessoas. Serão discutidas questões de interesse comum a todos os municípios e apresentadas experiências desenvolvidas em diversos cantos do País e do mundo.A Urbis, que apresentará novidades sobre a administração pública, reunirá nos 15 mil metros quadrados do Anhembi, 160 expositores, entre prefeituras, empresas e ONGs. Os visitantes terão acesso a experiências bem-sucedidas em diversas áreas, como transporte, políticas sociais e habitação.O secretário municipal de Relações Internacionais, Kjeld Jakobsen, coordenador da feira, explica que o público vai conhecer projetos desenvolvidos pelas administrações municipais para tentar resolver seus problemas. "Beirute, por exemplo, vai mostrar como foi a reconstrução após a guerra." No total, serão 80 cidades, em um universo que inclui desde pequenos municípios brasileiros a Lisboa, Buenos Aires e Lion.O congresso também vai debater temas como violência, financiamento de políticas urbanas e parcerias entre o setor público e privado. A prefeita Marta Suplicy (PT) e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, vão abrir o debate de terça-feira, que vai focar as macropolíticas para o desenvolvimento local.Processo de urbanizaçãoPara o coordenador, a feira, que está em sua segunda edição, tende a crescer. Basta lembrar que mais da metade da população mundial hoje vive nas cidades, e no Brasil esse índice chega a 80%. A rapidez do processo de urbanização nas últimas décadas trouxe a reboque os mais diversos tipos de problemas, como moradia, acesso a serviços e preservação do meio ambiente.Segundo Jakobsen, uma das tendências para o futuro é a ampliação da participação de empresas privadas que, por enquanto, ainda é pequena. "Muitas delas estão se especializando em produzir e comercializar produtos para a gestão urbana", diz Jakobsen.

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