Universidades públicas estão entre as ?número um?

As universidades públicas dominam o guia brasileiro dos cursos considerados ?número um? em diferentes áreas. Dos 20 cursos que receberam a média mais elevada no Exame Nacional de Cursos (Provão), 16 são oferecidos por instituições estaduais e federais.O ranking baseado em dados do Ministério da Educação conta com 13 centros de referência na Região Sudeste, sendo sete no Rio de Janeiro e três em São Paulo e em Minas Gerais.Na lista aparecem os cursos de administração e agronomia, da Universidade de São Paulo (USP), e engenharia civil, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos.A Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) lideram a relação, com três cursos cada. No campus de Porto Alegre estão os melhores cursos de Pedagogia, Psicologia e Engenharia Química.?A universidade procura formar um profissional que domine as técnicas científicas sem deixar de olhar para o seu meio social?, afirma a reitora gaúcha Wrana Panizzi. ?É preciso rigor do método e do compromisso social.?Ela destaca a relação entre a UFRS e o Pólo de Desenvolvimento Industrial de Triunfo, na região metropolitana de Porto Alegre. É para lá que se dirigem muitos estudantes formados no curso de Engenharia Química, que tirou média 63,5% no Provão. A média nacional não passou de 36,4%.Wrana ressalta a ?teimosia? e a ?persistência? dos diferentes setores da universidade para integrar as áreas de ensino, pesquisa e extensão e buscar um projeto acadêmico avançado.Um dos maiores desafios da universidade é formar profissionais para a área de educação. Wrana afirma que não basta ensinar na base do ?cuspe e giz?. ?Eu acredito que o professor é o profissional do futuro, por isso a pedagogia exige técnicas novas e atuais?, salienta.Na lista dos ?gigantes?, apareceu o desconhecido Centro Universitário Plínio Leite. A instituição de Niterói, no Rio de Janeiro, apresentou o curso de letras com a melhor média nacional no Provão - 61,6%.A chefe do Departamento de Letras do centro, Leonila Murinelli, diz que o curso é noturno e atende estudantes ?trabalhadores?. Cada aluno paga mensalidade de cerca de R$ 290. ?No terceiro período, nossos alunos já estão estudando Machado de Assis, Guimarães Rosa e Clarice Lispector?, afirma.Um curso de letras não se faz sem os textos dos três escritores, segundo Leonila. E depende ainda do contato com autores contemporâneos. É rotina ?imortais? da Academia Brasileira de Letras aparecerem por lá para tomar vinho do Porto e discutir literatura com os estudantes. Os 17 professores do departamento têm, no mínimo, o curso de mestrado.

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