Universidade reforça vigilância a laboratório de transgênicos

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, reforçou a vigilância no Laboratório de Seqüenciamento de DNA para evitar que as instalações do prédio sejam alvos de atentados como o que destruiu, no mês passado, o Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.Na segunda e terça-feira o chefe do Departamento de Biologia da UFSM, Sylvio Henrique Dorneles, recebeu telefonemas de um integrante do desconhecido Grupo de Defesa da Natureza Sociedade Contra os Transgênicos, que prometeu incendiar as instalações do laboratório se as pesquisas com organismos geneticamente modificados continuarem.Mesmo que considerem provável que a ameaça seja apenas um trote de mau gosto, os professores do Departamento de Biologia ficaram preocupados porque há poucos dias a Polícia Federal constatou que o incêndio no laboratório da UFRGS, ocorrido em 8 de novembro, foi criminoso e não acidental. A mesma voz disse a Dorneles que o grupo citado foi o responsável pelo fogo em Porto Alegre.A única pesquisa sobre genes que possam ser transferidos de um ser para o outro feita pela UFSM é com moscas da espécie drosophila. Elas recebem genes de uma água marinha e, quando a transferência é bem sucedida, ficam fosforescentes sob luz ultravioleta. "Trata-se apenas de pesquisa acadêmica. Não há produção em massa de insetos geneticamente modificados", justifica o professor Élgion Loreto.Depois de constatar que o incêndio na UFRGS foi criminoso, a Polícia Federal passou a investigar a autoria do atentado. O delegado Mário Vieira não descarta a possibilidade de que a ação de Porto Alegre e a ameaça de Santa Maria tenham sido iniciativa de algum grupo ambientalista que se opõe aos transgênicos.

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