Universidade Federal do Rio continua em greve

Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), maior instituição do País entre as federais, decidiram manter a greve iniciada no dia 22 de agosto, em assembléia realizada no fim da tarde. O diretor da Associação de Docentes da UFRJ, José Henrique Sanglard, não admite a hipótese de racha no comando de greve, apesar dos rumores de que centros como o de economia estivessem programando uma volta às aulas. A UFRJ possui cerca de 4 mil professores.Todas as instituições federais de ensino do Rio estão oficialmente em greve - além da UFRJ, a Uni-Rio, a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) também estão sem aulas.Para o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Roberto Leher, a greve atual é a maior da história das instituições federais de ensino superior, com a adesão de 50 das 52 universidades. Ele manifestou a preocupação com o número excessivo de professores substitutos e defendeu a reposição de 8.000 vagas.Ele descarta a hipótese de suspender a greve em troca do início das negociações com o Ministério da Educação. "Não há propostas objetivas para a suspensão da greve. Se houver, podemos rever nossa posição", afirmou Leher.

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