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Único senador eleito pelo PSOL, Randolfe deixa partido

Parlamentar conversa nesta segunda-feira com Marina, que acabou de registrar a Rede; prefeito de Macapá também deixa a sigla

Alcinéa Cavalcante, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2015 | 16h58

MACAPÁ - O senador Randolfe Rodrigues (AP) e o prefeito de Macapá, Clécio Luís, anunciaram na manhã deste domingo, 27, que vão deixar o PSOL. O anúncio ocorreu durante café da manhã oferecido a assessores, correligionários e militantes na sede do Sindicato dos Serventuários da Justiça. 

Único senador eleito pelo PSOL, Randolfe disse que deixa o partido porque o ambiente político exige maior capacidade de articulação. "Exige amplitude, exige multiplicidade de relações, para que se construam organizações políticas capazes de atrair jovens, intelectuais, artistas, membros do movimento social, ativistas, militantes das redes sociais e todos aqueles que possam abraçar uma agenda comum em defesa do desenvolvimento soberano e sustentável e da superação das desigualdades econômicas e sociais", afirmou.

Em seu discurso, não houve tom de mágoa. O senador disse que o PSOL é um  partido "irrepreensível do ponto de vista ético e de prática parlamentar irretocável". Randolfe afirmou que honrou o PSOL como militante, construtor do partido e senador, e que deixa a sigla para fortalecer suas convicções, e não para abandoná-las.

Embora Randolfe não diga para onde vai, a presença do engenheiro Alcione Cavalcante, do diretório nacional da Rede, indica sua ida para a legenda de Marina Silva, recém-registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Quanto tomou a palavra, Cavalcante convidou o senador para ingressar na Rede e falou do quanto seria honroso para o novo partido tê-lo. Na segunda-feira, 28, Randolfe Rodrigues se reúne com Marina Silva às 15h. 

Prefeito. Único prefeito de capital eleito pelo PSOL, Clécio Luís também anunciou a saída do partido na manhã deste domingo. Candidato à reeleição, ele disse ser muito difícil uma vitória sem alianças - e tem sentido na pele que não é fácil governar uma capital sem elas.

Clécio ressalta que sente orgulho de ser prefeito, mas é uma tarefa que lhe impõe imensos problemas a resolver. "São problemas que exigem relações políticas mais amplas, capacidade de fazer alianças maiores. E um trabalho articulado com outros entes do Poder Público, como o governo federal, do qual nossa cidade é absolutamente dependente se quiser oferecer condições mínimas de atendimento à sua população", disse. O prefeito também não diz para que partido vai.

Psol. O presidente do PSOL no Amapá, Djalma do Espírito Santo, disse que a saída de Randolfe se deu sem mágoas nem traumas. "Desejamos boa sorte ao senador em seu novo partido e temos certeza de que ele vai continuar nos orgulhando combatendo a corrupção e defendendo o Amapá", afirmou ao Estado.

Ele adiantou que o PSOL que não terá candidato à prefeitura de Macapá em 2016 e que vai apoiar a reeleição de Clécio Luís. "Só não apoiaremos o Clécio se ele for para um partido de direita, mas isso é impensável."

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