União quer tirar empresa da lista de ‘atividade ética’

Siemens tem até 10 dias para explicar à CGU as denúncias de envolvimento em cartel e suborno de agentes públicos no Brasil

Fábio Fabrini, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2013 | 23h10

A Controladoria-Geral da União (CGU) enviou nesta segunda-feira, 19, notificação para que a Siemens se explique, em até dez dias, sobre as denúncias de envolvimento em cartel e suborno de agentes públicos no Brasil. O órgão avaliará, juntamente com parceiros, a retirada da multinacional do Cadastro Pró-Ética, que reconhece as empresas empenhadas em "reduzir riscos de fraude e corrupção, na busca de um ambiente mais íntegro".

O cadastro tem hoje 15 empresas de grande porte, como Infraero, Duratex, Caixa Econômica Federal (CEF) e Eletropaulo, que pleitearam a inclusão a um comitê gestor multilateral - além da CGU, fazem parte desse colegiado representantes de oito instituições, como o Instituto Ethos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A entrada na lista, criada em abril de 2011, serve às interessadas como um carimbo de compromisso com as boas práticas corporativas. A Siemens foi uma das primeiras admitidas, em agosto do mesmo ano, após se envolver, a partir de 2007, em escândalo de escala global que resultou em multa bilionária e sanções em vários países.

No comunicado enviado ontem, em nome do comitê gestor, a CGU requer esclarecimentos que demonstrem, à luz das novas denúncias, o compromisso da multinacional "em promover a ética e combater a corrupção".

 

 

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