União move ação contra Waldomiro Diniz por improbidade

A Advocacia-Geral da União ingressou na última sexta-feira na Justiça de primeira instância, com uma ação de improbidade administrativa (desonestidade) contra o ex-subchefe de assuntos parlamentares da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, Waldomiro Diniz da Silva. Na ação, de 25 páginas, a AGU pede a condenação do ex-funcionário com a suspensão dos direitos políticos por cinco anos e multa civil de cem vezes o valor da remuneração mensal que recebeu no período em que trabalhou para o governo. Pede também a proibição de contratação com o Poder Público ou o recebimento de benefícios creditícios direta ou indiretamente. A ação da AGU é baseada no resultado dos trabalhos da Comissão de Sindicância, criada pelo ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo. Segundo a AGU, "as diligências realizadas resultaram em elementos configuradores de atuação ímproba" por parte de Waldomiro Diniz, no período em que exerceu cargo público. O ex-funcionário foi acusado inicialmente pela Revista Época de ter se valido da condição de presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro para obter dinheiro que supostamente seria destinado a campanhas eleitorais, em 2002, e em proveito próprio. Mas, segundo a AGU, os elementos coletados pela comissão de sindicância são suficientes para comprovar que ele usou do cargo para ?tentar lograr proveito econômico indevido em benefício próprio e de terceiro", ao mediar, já como funcionário do governo, as negociações da empresa Gtech do Brasil Ltda, líder mundial online para loterias, com a Caixa Econômica Federal.

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