União começa a tirar mortos da folha de pagamento

O Ministério do Planejamento iniciou um trabalho conjunto com o Ministério da Previdência Social para combater fraudes na folha de pagamento do serviço federal. O novo sistema a ser utilizado vai cruzar os dados dos servidores ativos, aposentadorias e pensões com o cadastro de óbitos da Previdência Social. A partir da obrigatoriedade legal que os cartórios civis têm de informarem ao INSS todos os óbitos registrados de pessoas com idade superior a 14 anos, está sendo possível identificar, também no serviço público, os pagamentos indevidos a servidores ou pensionistas já falecidos, e que por razões operacionais ou fraude ainda não foram suspensos. Num primeiro cruzamento de dados foram localizados 5,348 mil pagamentos irregulares nos últimos seis meses, o que representa um prejuízo anual de R$ 89 milhões para os cofres da União. Segundo o ministro do Planejamento, Guilherme Dias, serão instaurados processos administrativos para apurar os responsáveis pelas fraudes. O governo ainda não sabe quem fica com o dinheiro recebido em nome de servidores falecidos. Segundo o ministro da Previdência Social, José Cechin, a sistemática antiga dificultava o controle das fraudes. A fiscalização dos pagamentos dependia de dezenas de ministérios e órgãos gestores de recursos humanos, que englobam 1,2 milhão de servidores civis e militares em atividade, aposentados e pensionistas. Agora, a maior parte dos dados será atualizada on-line pelos cartórios.

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