União atrasa repasse contra seca no Nordeste

Atraso na liberação de R$ 3,2 milhões do governo federal para o Piauí afeta o atendimento de cerca de 1 milhão de pessoas que vivem no semi-árido do Estado e sofrem com a falta de água. Há quatro meses o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, em visita ao Piauí prometeu os recursos que vão ser geridos pela Secretaria de Defesa Civil do Estado para a contratação de carros-pipa. ?O dinheiro está emperrado?, afirma o secretário de Defesa Civil, Fernando Monteiro, que desde julho luta com documentação e ofícios pela liberação dos recursos. Enquanto o dinheiro não chega, o governo estadual divide com o Exército a tarefa de levar água à população que passa sede. Dos 223 municípios piauienses, 150 estão em situação de emergência. Desse total, 103 são atendidos com caminhões-pipa - 46 pelo Exército e 57 pelo Estado. O Piauí não é o único Estado que sofre com o atraso em ações já rotineiras no semi-árido. Dos 652 municípios dos 6 Estados nordestinos afetados com a falta de chuvas que decretaram situação de emergência, 380 (58,28%) tiveram a situação reconhecida pelo governo federal até a semana passada.No Rio Grande do Norte, 216.836 pessoas foram atingidas com a falta de água potável, de acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil. Até a semana passada, 88 carros-pipa atendiam 82 mil pessoas em 32 municípios. ?O Exército executa o que é autorizado?, explicou o coordenador da Operação Pipa do Exército no Estado, major Marcos Kopetti Weber.Para a coordenadoria de Defesa Civil no Rio Grande do Norte, já deveria existir um processo menos burocrático para atendimento de emergência nas estiagens, comuns ao semi-árido. ?Uma pessoa com sede não quer saber de leis, resoluções e procedimentos, ela quer água?, observou o assessor da Defesa Civil estadual, Carlos Alberto Abdon de Miranda. ?Quando a documentação passa pela assessoria jurídica e falta um ?x? volta tudo.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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