UNE prepara protesto pelo fim das fundações nas universidades

'Fundações são as aberrações desse sistema do MEC', diz a presidente do órgão, que cita caso da UnB

Agência Brasil

14 de abril de 2008 | 14h27

A União Nacional dos Estudantes ( UNE) convocou para a próxima quinta-feira o Dia Nacional de Luta em defesa das eleições paritárias (em que os votos de professores, alunos e servidores têm o mesmo peso) e pelo fim das fundações nas universidades.  Veja também:Entenda o caso do reitor da UnBApós licença, estudantes da UnB querem agora saída de vice Estudantes da UnB rejeitam termo e mantêm ocupaçãoMEC quer parecer da Finatec sobre recursos para UnBJustiça manda estudantes desocuparem Reitoria  "As fundações são as aberrações desse sistema do MEC (Ministério da Educação), hoje elas só existem porque não há autonomia de gestão financeira pelas reitorias", afirmou a presidente da entidade, Lúcia Stumpf, que está na capital federal acompanhando a ocupação da reitoria da Universidade de Brasília (UnB),por estudantes. De acordo com ela, 28 universidades federais já garantiram que participarão do movimento. Cada uma irá escolher a forma de protesto, mas a presidente da UNE não descarta a possibilidade de haver ocupações em outras universidades.  A principal reivindicação dos alunos que ocupam a reitoria da UnB desde o dia 3 de abril era a saída do reitor Timothy Mulholland, investigado por ter usado verba destinada à pesquisa para reformar o apartamento funcional que ocupava. No domingo, Mulholland comunicou, por telefone, ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que vai renunciar ao cargo. Na última quinta-feira, ele já havia pedido licença do cargo por 60 dias. Com o afastamento, o vice-reitor Edgar Mamiya assumiu o cargo provisoriamente. No sábado, foi a vez de Mamiya pedir exoneração. O ministro da Educação deu prazo até as 18h de terça-feira para receber um nome de consenso da comunidade acadêmica para assumir a reitoria.  Para a presidente da UNE, a saída da diretoria da UnB não é suficiente e é preciso garantir eleições paritárias. "Não adianta tirar um reitor e toda a sua diretoria sem a garantia de que o próximo dirigente vá atuar de forma mais democrática", avaliou.

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