UNE faz passeata em apoio a Dilma e contra o ajuste em Brasília

Os estudantes se concentraram no Parque da Cidade, na Asa Sul, de onde partiram para o Congresso Nacional de forma pacífica

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2015 | 11h58

Atualizada às 14h05

Brasília - Cerca de 3 mil integrantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), conforme a Polícia Militar, realizam nesta sexta-feira, 13, passeata em Brasília para protestar contra o ajuste fiscal e em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff. Segundo a organização do movimento, são 10 mil participantes. Os estudantes se concentraram no Parque da Cidade, na Asa Sul, de onde saíram em caminhada em direção ao Congresso Nacional. Manifestantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que realizaram protesto em frente ao Museu Nacional, se juntaram ao ato dos estudantes.

Diante de um cordão de isolamento formado por policiais legislativos e militares, a passeata passou pela Congresso de forma pacífica no início da tarde desta sexta-feira. Os manifestantes seguravam faixas e gritavam palavras de ordem em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ajuste fiscal e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Os manifestantes se depararam com um cordão de policiais posicionados entre o Palácio do Itamaraty e o Ministério da Justiça, separando-os dos representantes do Movimento Brasil Livre (MBL), que estão acampados no gramado em frente ao Congresso, pedindo o impeachment da presidente Dilma. Segundo o major da PM Juliano Farias, comandante da operação, cerca de 350 policiais militares fazem a segurança do protesto.

De acordo com a UNE, a manifestação é um "contraponto" à movimentação dos grupos que vão pedir a saída de Dilma durante atos no fim de semana. "Repudiamos a tentativa dos movimentos golpistas em desestabilizar aquilo que conquistamos a duras penas, com a luta dos estudantes, trabalhadores, de todos que enfrentaram uma ditadura militar e que não aceitarão nenhuma forma de retrocesso", afirmou a presidente da UNE, Carina Vitral. A manifestação faz parte da articulação da "Frente Brasil Popular", criada há dois meses, e deve pedir ainda a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

Para evitar confrontos entre os estudantes e manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) a favor do impeachment que, estão acampados no gramado em frente ao Congresso, cerca de 100 homens da Polícia Legislativa foram escalados para fazer a segurança dos arredores dos prédios da Câmara e do Senado. No início da manhã, policiais legislativos revistaram integrantes do MBL retirando paus, ferros e outros objetos que poderiam ser usados em eventual confronto. Policiais militares também estão no local para fazer a segurança. 

 

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