UNE acampa na frente da casa de Paulo Renato

Um grupo de pelo menos 40 estudantes está acampado em frente à casa do ministro da Educação, Paulo Renato Souza, na Rua Visconde do Rio Claro, número 22, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, em protesto contra a medida provisória que tira da União Nacional dos Estudantes (UNE) a exclusividade para emitir carteiras de estudantes. Segundo o presidente da União dos Estudantes (UE) de São Paulo, Luiz Ricardo Oliveira, a quantidade de manifestantes deverá aumentar nos próximos dias. O protesto teve início na noite de ontem, quando um grupo de aproximadamente 20 alunos acampou em frente à casa do ministro. Segundo Oliveira, estão sendo aguardadas, a partir de amanhã, caravanas de estudantes de cidades da região e de São Paulo, que deverão reforçar o movimento no local. Ele disse que a manifestação somente será encerrada quando a medida provisória for revogada. Membros de diferentes entidades, os alunos estão em barracas montadas em um gramado na frente da casa do ministro. No início da noite de hoje, os estudantes contaram dez barracas. "A guerra está declarada", disse o diretor da União Nacional dos Estudantes, Gustavo Lemos Petta, um dos acampados, que mora em Campinas. Segundo ele, Paulo Renato terá que explicar por que não consultou os estudantes ao preparar a medida provisória. O presidente da UE comentou que outros protestos estão sendo organizados em capitais e cidades do País. Uma grande manifestação, conforme ele, foi marcada para o próximo dia 29 em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista. Oliveira defende que a medida do governo acaba com a meia entrada para os estudantes, e ainda desarticula o movimento estudantil nacional. "Os alunos perdem a garantia da carteira que possibilita a meia entrada. O governo invadiu leis municipais, estaduais e está querendo desorganizar a mobilização dos estudantes no Brasil", afirmou o presidente da UE. De acordo com ele, o argumento do governo de que há um monopólio da UNE para emissão de carteiras não procede. "A UNE é a garantia para que as carteiras sejam respeitadas e as meias entradas, concedidas", afirmou.

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