Unasul faz reunião de emergência para discutir Paraguai

Presidentes dos países que formam a Unasul fazem uma reunião de emergência no Rio às 14h30 desta quinta-feira para debater a situação do Paraguai, informaram à Reuters fontes dos governos brasileiro e paraguaio.

REUTERS

21 de junho de 2012 | 14h22

O presidente paraguaio Fernando Lugo telefonou para a colega brasileira Dilma Rousseff e outros presidentes do bloco, segundo uma fonte do governo brasileiro, para informar que não pretende renunciar e que já tomou as medidas necessárias para investigar a morte de 17 pessoas na última sexta, em uma desocupação de terras -motivo que levou à oposição a pedir seu afastamento.

Lugo enviou ainda aos presidentes uma cópia de sua defesa. A Câmara dos Deputados paraguaia aprovou um processo de impeachment do presidente e o Senado pode aprovar decisão semelhante nas próximas horas.

Segundo uma fonte do Planalto, os presidentes devem divulgar um comunicado ao final do encontro, em que irão ressaltar que o Paraguai é signatário da cláusula democrática da Unasul. Apesar de o processo de impeachment fazer parte da Constituição do país, fontes do governo disseram à Reuters que a rapidez da movimentação do Congresso abre margem para a interpretação de uma tentativa de golpe.

Estão confirmadas na reunião as presenças dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Colômbia, Juan Manuel Santos, do Chile, Sebastian Piñera, da Bolívia, Evo Morales, do Uruguai, José Mujica, e do Equador, Rafael Correa. Eles estão no Rio para conferência sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20.

No final da manhã, fontes disseram que o governo brasileiro acompanhava a situação política do Paraguai com "muita atenção" e "preocupação". A reunião foi sugerida, segundo as fontes, porque o governo brasileiro considerou muito rápida a aprovação do processo de impeachment.

A pressão política sobre o presidente paraguaio, Fernando Lugo, cresceu nas últimas horas com a aprovação pela Câmara dos Deputados de um processo de impeachment sob o argumento de responsabilidade no confronto entre policiais e camponeses que deixou 17 mortos na última sexta-feira.

(Reportagem de Ana Flor, em Brasília, e Hugo Bachega, no Rio de Janeiro; edição de Alexandre Caverni)

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