Uma sessão de seis horas de bate-boca

No Conselho de Ética da Câmara, sessão que votaria continuidade de processo contra Eduardo Cunha teve disputa até por ordem de chegada

Daniel Carvalho e Daiene Cardoso / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2015 | 06h47

A sessão de ontem do Conselho de Ética que seria para votação do parecer pelo prosseguimento ou arquivamento da ação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), transformou-se em seis horas de bate-boca.

Depois de segurar a reunião por mais de uma hora discutindo uma suposta “furada de fila”, os parlamentares tentaram afastar a deputada Eliziane Gama (Rede-MA), favorável à continuidade do processo por quebra de decoro parlamentar, que pode culminar com a cassação de Cunha.

Suplentes disputaram a prioridade de votação contabilizando segundos no horário de chegada à comissão. Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Sérgio Moraes (PTB-RS) discutiram na abertura da reunião. Com a ausência de Júlio Delgado (PSB-MG), que está em missão no exterior, os suplentes Bebeto (PSB-BA) e Eliziane Gama disputaram uma vaga. Elizane chegou primeiro, mas teve sua prerrogativa de voto questionada por ter assinado a representação contra o peemedebista. O assunto gerou nova discussão. Até aliados que não fazem parte do conselho, como o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), interferiram, pedindo que a deputada da Rede fosse impedida de votar.

Seis deputados titulares já anteciparam seus votos. Cinco pela manutenção do processo – Marcos Rogério (PDT-RO), Sandro Alex (PPS-PR), Paulo Azi (DEM-BA), Betinho Gomes (PSDB-PE) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS).

Wellington Roberto (PR-PB) recomendou uma pena mais branda que a cassação, uma “censura pública”.

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