Dida Sampaio/Estadão
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'Um whisky resolve', afirma Léo Pinheiro sobre Geddel

Mensagens interceptadas na Lava Jato mostram que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro tratava de arranjos políticos com ministro Jaques Wagner

Daniel Carvalho, Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2016 | 02h02

Mensagens interceptadas na Lava Jato mostram que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro tratava de arranjos políticos com o atual ministro da Casa Civil e então governador da Bahia, Jaques Wagner. Em uma das conversas, há indicação de tentativa de se resolver o imbróglio provocado pelo apoio do peemedebista Geddel Vieira Lima, à época vice-presidente da Caixa, à candidatura de oposição ao PT na disputa pela prefeitura de Salvador em 2012.

"Se você chamá-lo para um whisky resolve", escreveu Pinheiro a um telefone identificado pelos investigadores como sendo de Wagner. No diálogo, Geddel seria identificado pela letra "G" ou como "Gordinho". A mensagem foi enviada três dias depois do 1º turno da disputa da capital baiana. No 1º turno, o candidato do PT era Nelson Pellegrino, que concorreu com Mário Kertész (então PMDB) e ACM Neto (DEM). Pellegrino e ACM Neto foram ao 2º turno.

Na tarde de 10 de outubro de 2012, quando ainda restava dúvida sobre para qual candidato seria direcionado o apoio do PMDB no 2º turno, Pinheiro escreveu a Wagner: "Acabei uma longa conversa com o seu companheiro de avião ontem (G)". No próprio dia 10, Manuel Ribeiro Filho, da OAS, enviou mensagem a Pinheiro informando que o PMDB apoiaria ACM Neto e levantou questão sobre a permanência de Geddel na Caixa.

A OAS não se manifestou. Jaques Wagner não se pronunciou até a noite de ontem. / B.B. e D.C.

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