Um quarto dos deputados já planeja candidatura

Período de eleição municipal é sinônimo de Câmara vazia e trabalhos legislativos em ritmo lento. A julgar pelo número de deputados pré-candidatos, em 2008 não será diferente. Levantamento do portal Congresso em Foco, especializado em notícias do Legislativo, aponta 133 dos 513 deputados - um em cada quatro - com pretensão de disputar as prefeituras de suas cidades. Cerca de 60 gostariam de concorrer nas capitais. Em 2004, 87 deputados foram candidatos a prefeito ou a vice. Apenas 19 se elegeram. Além da real intenção de governar, eles ganham com a grande exposição por pelo menos três meses, o que pode beneficiá-los dois anos depois, em eleições para o Congresso e governos.O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ele próprio possível candidato à Prefeitura de São Paulo, ainda não definiu o ritmo dos trabalhos na campanha do ano que vem. O número de sessões deliberativas pode ser reduzido, mas a presença continua obrigatória, com desconto no salário dos faltosos. Uma opção é diminuir o número de sessões de 10 a 12 para quatro em agosto e o mesmo número em setembro. Como o desconto é proporcional ao número de dias de sessão, os faltosos seriam descontados em cerca de R$ 4 mil por ausência."Cada faltinha dói que você nem tem idéia", diz o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), pré-candidato à prefeitura de Recife. Estreante como deputada, Solange Amaral (DEM-RJ) espera ter um alívio nas comissões de que faz parte. "Até junho acho que dá para acumular todos os papéis." Os deputados têm a opção de se licenciar por no máximo 120 dias, mas é um mau negócio: a licença é de interesse particular e, portanto, sem remuneração. E os parlamentares não abrirão mão de R$ 16 mil mensais. Segundo o Congresso em Foco, o PT é o partido com maior número de deputados pré-candidatos. São 23 dos 80 petistas na Câmara. O DEM e o PMDB têm 15 possíveis candidatos cada um e o PSDB, 16.

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