Um microcosmo eleitoral no Rio Pequeno

Nas 18 votações ocorridas em São Paulo desde 2002, zona eleitoral espelhou resultado da cidade

DANIEL BRAMATTI, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2014 | 02h03

As eleições de 2014 comprovaram um fenômeno descoberto pelo Estadão Dados em 2012 e que se repete há 12 anos: existe um pedaço da cidade de São Paulo que se comporta como um microcosmo eleitoral, ao distribuir seus votos entre os candidatos da mesma maneira que a capital como um todo.

Trata-se da zona eleitoral 374, no Rio Pequeno, zona oeste, com 227 mil votantes, 2,6% do total do município. O "mix" populacional espelha com fidelidade características etárias, sociais e raciais de São Paulo.

No 1.º turno, nas eleições para governador, o tucano Geraldo Alckmin teve 51,9% dos votos na cidade e 52% no Rio Pequeno. O placar quase igual também apareceu nos resultados do peemedebista Paulo Skaf (21,4% e 21,5%) e do petista Alexandre Padilha (22,2% e 21,4%).

Na disputa presidencial, Aécio Neves (PSDB) ficou com 44% na cidade e 45% no Rio Pequeno; Marina Silva, 26% e 24%; e Dilma Rousseff, 24% e 24%. No 2.º turno, a história se repetiu e foi a 18.ª votação seguida em que o Rio Pequeno foi a pequena São Paulo.

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