Um Hollande ansioso tenta relaxar antes de votação na França

O socialista francês François Hollande passou o sábado misturando-se com simpatizantes e iguarias em um mercado em sua base política rural, enquanto saboreava o que poderiam ser seus últimos momentos de silêncio caso vença as eleições presidenciais no domingo.

JOHN IRISH E ELIZABETH PINEAU, REUTERS

05 de maio de 2012 | 15h54

As últimas pesquisas de opinião dão a Hollande a liderança de cerca de 6 pontos para a rodada decisiva contra o presidente Nicolas Sarkozy, sugerindo que pode estar a um dia de se tornar o primeiro socialista a vencer as eleições presidenciais na França desde 1988.

A liderança de Hollande caiu a apenas quatro pontos em uma pesquisa na sexta-feira, e ele admitiu estar um pouco na margem, enquanto passeava pela cidade de Tulle, no sudoeste da França, que tem sido sua base política há três décadas.

"Estou nervoso, ansioso pela vitória", disse Hollande à Reuters, enquanto matava tempo misturando-se com comerciantes do mercado os quais cumprimenta por anos em suas andanças de final de semana pela cidade.

Enquanto Sarkozy passou o dia na privacidade de sua casa em Paris, Hollande passou a maior parte de manhã cumprimentando apoiadores, beijando crianças e dando autógrafos, parando para inspecionar o produto local, de patê de patos a mel e morangos.

Hollande vai passar o final de semana em Tulle, onde foi prefeito por sete anos desde 2008 e continua como chefe do conselho regional do departamento de Correnza, e saltará de um avião em Paris no domingo a noite, caso seja vitorioso.

Com uma pesada agenda internacional esperando por ele caso seja eleito, incluindo reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em maio, em Chicago, e a reunião do G20 em junho, no México.

"É muito importante para mim ter ligações com as pessoas", disse ele, cercado por uma multidão de apoiadores de toda Correze. "Eu tenho que dizer que eu amo as pessoas e acho que agora que as pessoas me amam."

Regulamentos rigorosos impedem o candidato de fazer campanha na véspera da votação ou comentar especificamente sobre a eleição.

(Reportagem adicional de Lucien Libert e Morad Azzouz)

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