Um endereço conhecido para um instituto obscuro

Onde seria sede do Pirâmide, há escola e 2 escritórios

Clarissa Thomé, RIO, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2009 | 00h00

Um colégio, um escritório de contabilidade e outro de advocacia.Essas são as empresas que funcionam na Rua Alfredo Menezes, nº 200, em Bacaxá, distrito de Saquarema, na Região dos Lagos. Ali, segundo registro da Polícia Federal, deveria funcionar o Instituto Pirâmide, de onde partiu autorização do doleiro Jadair Fernandes de Almeida - preso pela operação Castelo de Areia - para que o Unibanco fizesse duas remessas ao exterior: uma de US$ 600 mil e outra de US$ 200 mil."Tomara que os endereços sejam apenas uma coincidência", comentou a enfermeira Sueli Camargo, mãe de um aluno do Colégio Washington Luís. Ela se disse surpresa ao saber que o endereço da escola do filho era citado numa investigação da PF. A instituição tem 29 anos, cobra mensalidade de cerca de R$ 350 e tem 450 estudantes, da creche ao ensino médio.A diretora educacional, Lourdes Pereira de Oliveira, disse que nunca ouviu falar no Instituto Pirâmide. "Trabalho aqui há 20 anos, recolho as correspondências e nunca chegou nada endereçado para este instituto. Não tinha ouvido falar dessa investigação da Polícia Federal. Aqui eles não vieram", afirmou a funcionária, que não quis revelar quem era a proprietária do colégio.No andar superior funciona a Transit Assessoria Contábil. Ela foi fundada em 1977 e desde os anos 80 está estabelecida naquele prédio. O proprietário Antônio César Alves não conhece as empresas citadas na Castelo de Areia - Admaster e Instituto Pirâmide."Nos últimos anos, Saquarema reduziu o ISS para atrair empresas que pudessem se instalar aqui e prestar serviços para o Rio. Muitas dessas firmas sublocaram salas comerciais para ter endereço na cidade e pagar imposto mais baixo. Não sei o que aconteceu com meu endereço. Eu não subloquei", disse Alves. No escritório de advocacia, só havia uma secretária presente.

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