Um em cada três cigarros vendidos no Brasil é contrabandeado

Um em cada três cigarros vendidos no Brasil é contrabandeado, situação que leva o País a perder todos os anos cerca de R$ 1,3 bilhão em impostos. A constatação está levando o governo brasileiro a defender que a Convenção sobre o Controle do Uso do Tabaco, que está sendo negociada esta semana em Genebra, inclua medidas que evitem essa prática. Há dez anos, os cigarros contrabandeados correspondiam a 10% do consumo brasileiro.A Convenção, primeiro tratado internacional sobre o tema, tem como objetivo estabelecer até 2003 um controle sobre a produção, comercialização e promoção do cigarro no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cigarro mata 4 milhões de pessoas por ano e, até 2030, poderá matar 10 milhões.Uma das propostas seria que cada caixa de cigarro informasse o país de origem e o mercado de destino.No Brasil, o grande fornecedor de cigarros ilegais é o Paraguai. Há cinco anos, apenas duas empresas fabricavam cigarros no país vizinho. Hoje, são 20 e algumas de propriedade de brasileiros. "As empresas no Paraguai chegam a contratar os funcionários brasileiros demitidos pelas empresas no País", afirma um especialista do setor.Leia também: Fumo: Brasil busca opções para cultivo Países se unem para controlar o tabaco Philip Morris critica ações de governadores brasileiros nos EUA

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