Um dia após pressão por saída, Sarney se reúne com senadores

Senadores defenderam na 5ª afastamento do peemedebista da presidência do Senado, mas ele não foi a Casa

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo,

26 de junho de 2009 | 11h58

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) se reúne nesta sexta-feira, 26, com alguns senadores, em seu gabinete pessoal, no Senado. Entre os senadores, o vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF). Sarney retornou à Casa, um dia depois de crescentes apelos de senadores para que ele deixe o cargo, diante das denúncias de atos secretos no Senado e favorecimento de parentes, revelados pelo Estado. A nova denúncia, publicada em reportagem na última quinta, revelou que um neto de Sarney - José Adriano Cordeiro Sarney - é um dos operadores do esquema de crédito consignado para funcionários da Casa. 

 

Veja também:

som Ouça o discurso de Simon

especialESPECIAL MULTIMÍDIA: Entenda os atos secretos e confira as análises

lista Confira a lista dos 663 atos secretos do Senado

documento Leia a íntegra da defesa do presidente do Senado

lista O ESTADO DE S. PAULO: Senado acumula mais de 300 atos secretos

lista O ESTADO DE S. PAULO: Neto de Sarney agencia crédito no Senado

 

Na última quinta, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) subiu à tribuna e pediu para que Sarney saia do cargo. "Eu digo aqui com profundo sentimento de mágoa, não gostaria de dizer o que vou dizer: Sarney tem que se afastar da presidência. Já falei isso, não da tribuna, mas falei. Ele deve se afastar. Para o bem dele, da família dele e do Senado", defendeu Simon. Outros senadores também defenderam o licenciamento do peemedebista da presidência da Casa.

 

Sarney não foi ao Senado, ficou ontem recluso em sua casa, no Lago Sul, em Brasília. No final da tarde, em um carro particular, ele foi a uma clínica de olhos na Asa Sul, onde permaneceu por cerca de uma hora. Ao sair, indagado sobre a crise no Senado, Sarney disse apenas: "Não vou falar nada".

 

O senador apenas divulgou uma nota na qual diz que há uma campanha da mídia contra ele. A Polícia Federal (PF) investiga suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo empréstimos consignados a servidores.

Depois da visita à clínica de olhos - aonde vai com regularidade, segundo funcionários do local -, Sarney voltou direto para a casa, uma mansão particular com muros altos na beira do Lago Paranoá. O senador não usa a residência oficial.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.