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Um dia após 'motel' ser encontrado em cadeia, 17 são exonerados

Prisão onde estão réus investigados na Lava Jato dispunha de suítes para visitas íntimas; secretaria nega ligação

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

08 Março 2018 | 17h15

RIO - Um dia após a divulgação da existência de aposentos reservados para visitas íntimas na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro, onde estão presos réus investigados pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, 17 funcionários da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) foram exonerados dos cargos. As ordens foram publicadas na edição desta quinta-feira, 8, do Diário Oficial (DO) do Estado do Rio.

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Entre os exonerados estão pelo menos quatro pessoas que ocupavam cargos de chefia no presídio, como chefe de segurança, diretor e coordenador de área.

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Em nota, a pasta da Administração Penitenciária negou que as exonerações tenham ligação com o caso divulgado nesta quarta-feira, 7. "As publicações no DO não têm nada a ver com as instalações irregulares encontradas dentro do Cadeia Pública de Benfica", informou.

Sob nova direção

Segundo a Seap, "os atos de exoneração e nomeação fazem parte da rotina administrativa do início da nova gestão". O atual secretário da pasta, David Anthony, assumiu o cargo em 24 de janeiro, substituindo o coronel Erir Ribeiro Costa Filho, afastado por decisão judicial. Costa Filho e outros servidores são acusados de conceder regalias ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que ficou detido na cadeia de Benfica até 18 de janeiro, quando foi transferido para um presídio de Curitiba.  

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