Divulgação/Assess. Major Olímpio
Divulgação/Assess. Major Olímpio

Bivar vê 'identidade' entre PSL e Maia e confirma Major Olímpio candidato no Senado

Partido de Jair Bolsonaro vai comandar a CCJ, a Comissão de Finanças e a 2ª vice-presidência da Casa, caso Maia se reeleja

Camila Turtelli, Clarissa Oliveira e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2019 | 11h37
Atualizado 04 Janeiro 2019 | 11h00

BRASÍLIA - Um dia após declarar apoio à candidatura à presidência da Câmara de Rodrigo Maia (DEM-RJ), os parlamentares eleitos do PSL se reuniram nesta quinta, 3, no Congresso para discutir os rumos do partido na Casa. O presidente do partido, Luciano Bivar (PE), disse que o encontrou consolidou o apoio do partido ao deputado do DEM e confirmou a candidatura de Major Olimpio (SP) a presidente do Senado.

"A reunião foi para consolidar o apoio do partido a Maia. Há uma identidade de ideias com Maia. Teremos 53 votos para ele", disse Bivar. Ele disse não ter conversado pessoalmente com o presidente Jair Bolsonaro, também do PSL, sobre o apoio. "Não é uma posição do governo. E sim do partido. Não conversei pessoalmente com Bolsonaro sobre o apoio. E Major Olimpio é nosso candidato à presidência do Senado."

Major Olimpio confirmou sua candidatura no Senado e disse ver Renan Calheiros (MDB) como o candidato mais forte. "Me coloco como mais uma opção. Renan Calheiros tem uma força significativa e é o mais forte hoje."

Na eleição da Câmara, o acordo com o PSL foi fechado após uma reunião de Maia com Bivar. Ao Estado, Bivar disse que o partido, que tem 52 deputados eleitos, vai comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de Finanças e a segunda-vice-presidência da Câmara.

A divulgação do acordo desagradou a parte da bancada do PSL, mas surtiu um efeito imediato no cenário político. O PRB retirou a candidatura do deputado João Campos e declarou apoio a Maia. Em seguida, o líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MS), reconheceu que os tucanos devem seguir o mesmo caminho. Também candidato à presidência da Câmara, o deputado JHC (PSB-AL) criticou o apoio do PSL ao seu concorrente, Maia. Para ele, o apoio mostra que o partido "começou a virar o balcão tradicional da velha política".  

Nesta quinta, 3, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reafirmou que o governo não vai interferir na disputa no Congresso. “O governo não vai interferir, quer seja para a presidência da Câmara, quer seja na do Senado. Todos os governos que tiveram algum grau de intervenção na Presidência, os governos todos erraram, basta avaliar meses subsequente a isso”, afirmou Onyx. 

Onyx também reafirmou que Bolsonaro é um "homem de muito diálogo" e "vem surpreendendo". "Esse vai ser ano de muito diálogo com Parlamento", assegurou aos jornalistas.

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