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Um dia após eleição, Dilma reúne equipe e é parabenizada por Obama

Presidente eleita já discute detalhes da transição para o próximo governo.

Fabrícia Peixoto e Alessandra Corrêa, BBC

01 de novembro de 2010 | 18h12

Dilma recebe Marisa Letícia, Lula e o governador eleito do RS, Tarso Genro

Um dia depois de vencer o segundo turno, a presidente eleita Dilma Rousseff se reuniu com integrantes de sua equipe de trabalho para acertar detalhes da transição, além de receber os parabéns do presidente americano, Barack Obama.

Em um telefonema, o presidente dos Estados Unidos parabenizou Dilma por sua "vitória histórica" e elogiou o povo brasileiro "por sua fé e seu comprometimento com a democracia".

Segundo nota da Casa Branca, Obama também ressaltou "a excelente relação de trabalho entre os Estados Unidos e o Brasil e seu comprometimento em aprofundar essa cooperação e explorar novas áreas de colaboração".

Obama disse a Dilma que "espera encontrá-la em breve" e quer trabalhar de maneira mais próxima em áreas como energias limpas, crescimento global, assistência à reconstrução do Haiti e outras questões de importância global.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, também emitiu uma nota em que parabeniza Dilma pela eleição.

"Nós também parabenizamos os milhões de brasileiros que exerceram seu direito de votar", diz a nota.

"O processo eleitoral exemplar mais uma vez ilustra o respeito de longa data do Brasil pela governança democrática, os direitos civis e as liberdades individuais, valores que nós temos em comum", afirma.

"Estamos ansiosos para trabalhar com a presidente-eleita Dilma Rousseff para aprofundar nossa parceria e avançar em objetivos comuns para o benefício dos nossos povos e das Américas", diz o texto.

Outros líderes

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, também felicitou Dilma nesta segunda-feira, por meio de um telefonema.

"O Brasil é, sem dúvida, um parceiro fundamental não somente para a Colômbia, mas para a região e para o mundo, neste momento em que estamos certos de que será a década da América Latina", disse Santos.

Já o presidente paraguaio, Fernando Lugo, disse nesta segunda-feira que a eleição de Dilma "beneficiará muito o Paraguai", segundo afirmou o ministro da Justiça do país, Humberto Blasco.

Para Lugo, a vitória da petista é a "garantia de que as negociações com o Brasil em relação à hidrelétrica de Itaipu vão continuar", como declarou o secretário da Presidência, López Perito.

"O presidente espera que, após a posse de Dilma, sejam retomadas todas as conversações (bilaterais, destacando-se Itaipu)", afirmou. Segundo López Perito, a eleição de Dilma é "motivo de alegria para todos os paraguaios". Os dois governos assinaram acordo sobre a hidrelétrica no ano passado, e o projeto depende de ratificação do Senado brasileiro.

Ainda no domingo, pouco depois da confirmação da vitória petista, a presidente eleita foi parabenizada por diversos chefes de Estado e de governo, como os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner.

De acordo com o coordenador do programa de Dilma, Marco Aurélio Garcia, Dilma já recebeu convites para visitar diversos países, mas o trabalho do período de transição pode "inviabilizar" algumas viagens, que devem ocorrer apenas a partir do ano que vem.

Transição

Depois de comemorar a eleição com Lula e aliados até 1h30 desta segunda-feira no Palácio do Alvorada, Dilma já estava reunida pela manhã com seu núcleo mais próximo, em sua casa, na capital federal.

O encontro serviu para discutir os próximos compromissos e acertar as conversas sobre a transição de governo. Entre os presentes, estavam o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

De acordo com assessores de Dilma, a coordenação da equipe deve ser anunciada nesta quarta-feira, com a possibilidade de uma nova reunião na sexta-feira, desta vez para discutir os detalhes da transição. Não se sabe ainda se a futura presidente estará presente no encontro.

Criado no fim do governo Fernando Henrique Cardoso, o sistema de transição permite ao novo governante se inteirar dos processos e dos principais trabalhos nos ministérios. Para isso, o presidente eleito poderá formar uma equipe de 50 pessoas, com um orçamento de R$ 2,8 milhões.

Descanso

A equipe de Dilma afirma que ela deve tirar alguns dias de folga, provavelmente até o sábado.

A ideia é de que, após o descanso, a futura presidente esteja preparada para viajar com Lula à Coreia do Sul, onde ocorre a reunião do G20, marcada para os dias 11 e 12 de novembro. No caminho, a comitiva deve ainda fazer uma parada em Moçambique.

* Colaborou Márcia Carmo, de Buenos Aires para a BBC Brasil BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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