Últimos acertos para as eleições na Câmara

Os dois principais candidatos à presidência da Câmara estarão em Brasília, neste fim de semana, fazendo articulações para conquistar os votos de deputados dissidentes. O líder do PSDB, Aécio Neves (MG), investe nos descontentes do PFL e da oposição. O do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), tenta seduzir grupos suprapartidários, como a bancada evangélica e a ruralista, e rebeldes dos partidos que fizeram acordo de cúpula com o PSDB. Estão sendo estimuladas as candidaturas de Augusto Nardes (PPB-RS) à Primeira Secretaria e de Paulo Lima e Marcelo Barbieri (ambos do PMDB-SP) à Primeira Vice-Presidência. Para incentivar a dissidência no PMDB, Inocêncio está disposto a trocar este cargo, que pertence ao PFL, pela a Segunda Vice-Presidência, que sobrou para os peemedebistas depois do acordo feito com o PPB para a retirada da candidatura de Severino Cavalcanti (PPB-PE) à Presidência da Câmara. Os dois deputados do PMDB tiveram as candidaturas para a Primeira Vice-Presidência indeferida porque o cargo não cabe ao partido. Paulo Lima recorreu dessa decisão ontem, à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que tem prazo até terça-feira para dar uma resposta. Ele sustenta que as regras estabelecidas para assegurar a proporcionalidade partidária na Mesa foram quebradas quando se permitam candidatos avulsos de outros partidos que não o majoritário para a presidência da Câmara. "Se a candidatura avulsa vale para um cargo maior, tem que valer também para um menor", justifica Lima. Entretanto, o presidente da Câmara praticamente inviabilizou as negociações de Inocêncio Oliveira em torno de cargos na mesa diretora da Câmara diretamente com os deputados, ao determinar, ontem à noite, que a negociação desses cargos terá que ser feita obrigatoriamente entre os líderes partidários.

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