Último discurso de ACM no Senado foi sobre reforma política

Senador baiano defendeu o fortalecimento dos partidos políticos e suscitou debate na Casa

Agência Senado,

20 de julho de 2007 | 15h08

Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) encerrou seu último discurso no Senado em 23 de maio deste ano sobre o tema reforma política, tema que tramita na Câmara sem previsão aprovação. O senador baiano defendeu o fortalecimento dos partidos políticos. Para ele, a reforma tinha de priorizar a ampliação do caráter democrático das agremiações partidárias que, na sua opinião, devem ficar cada vez mais próximas do povo.   Veja também:    Leia a íntegra do último discurso de ACM no Senado Morre o senador Antonio Carlos Magalhães No vídeo mais acessado no YouTube, ACM defende ditadura Frases do senador Site oficial do senador Galeria de Fotos  ACM visita o Estado de S. Paulo  Mais imagens do senador baiano     O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), de 79 anos, morreu nesta sexta-feira, 20, às 11h40, por falência múltipla de órgãos. ACM, como era conhecido, deu entrada no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), em São Paulo, no dia 13 de junho, para fazer exames de rotina. O senador sofria de problemas renais, diabetes e era cardíaco.   No discurso, ACM afirmou: "Urge mantê-las próximas do povo, pois a primeira coisa para legitimar-se um partido é que ele defenda, pelo discurso e pela ação, as causas da sociedade. E a única forma de defender uma causa é conhecê-la de verdade, é estar onde o povo se encontra".   ACM defendeu a reformulação partidária deve levar em conta a diversidade cultural brasileira, mediante o trabalho dos diretórios regionais de identificar, em cada unidade da Federação, "os caminhos diversos para alcançar os objetivos nacionais" que sejam comuns à sigla partidária.   "Qualquer partido somente se consolidará nacionalmente à medida que conseguir representar com harmonia o mosaico de aspirações e sonhos regionais do país. Sei do que falo, pois esse é o retrato da minha vida pública", afirmou ainda. A questão abordada por Antonio Carlos Magalhães incluiu uma crítica ao próprio partido, ao condenar as agremiações que assumem a característica de um partido com domínio "de um só", referindo-se também ao PT.   "O presidente (da República) deve prestigiar o seu partido e fazer com que o partido possa realmente ser um partido político e não um partido que ele domine para fazer os acordos mais absurdos contrários à Nação brasileira. É por isso que quero que tenhamos partidos livres. Por isso, comecei a criticar o meu partido, para que ele seja mais democrático, mais amplo e não um partido que seja domínio de um só", alertou.   O pronunciamento de Antonio Carlos Magalhães, como era comum acontecer sempre que subia à tribuna, promoveu um debate em Plenário que envolveu senadores de diversas agremiações. Os senadores Jefferson Péres (PDT-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE),Sérgio Guerra (PSDB-PE), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Tião Viana (PT-AC), José Agripino (DEM-RN), Aloizio Mercadante (PT-SP), Ideli Salvatti (PT-SC), Marco Maciel (DEM-PE), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Romeu Tuma (PFL-SP) participaram do debate em apartes.   O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prometeu dar encaminhamento à proposta de reforma política.

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