UE buscará mais aproximação política com Brasil

O comissário europeu de Relações Exteriores, Chris Patten, quer ir ao Brasil, México e Colômbia até o fim de seu mandato, em meados de 2004, e contatos já começaram a ser feitos para conciliar as agendas. O objetivo é reforçar o interesse da União Européia (UE) na região e estreitar as "relações políticas com Brasil". A informação é da assessoria de Patten à Agência Estado.Ao ser perguntado se o interesse estaria reforçado pela aproximação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, no encontro da última sexta-feira, essa mesma fonte afirmou que "o mais importante para a UE é a declaração de Lula e Kirchner sobre o reforço do Mercosul". Para Bruxelas, continua a fonte comunitária, "não nos interessa se haverá ou não consolidação da Área de Livre Comércio das Amércias (Alca) em 2005, temos nossas negociações intra-blocos e vislumbramos o fim das negociações no começo de 2004".Para negociadores brasileiros, como o embaixador José Alfredo Graça Lima, "a Alca é, e será, o termômetro do ritmo europeu". Embora os europeus prefiram ressaltar que as negociações européias são mais amplas do que as americanas, porque incluem acordos de cooperação e política, Graça Lima diz que "as negociações com a UE e com a Alca têm projetos iguais, e o Brasil deve ser tão parceiro dos EUA, quanto da UE". O diplomata acredita ainda que o processo de negociação com a UE poderá ser implementado, sim, apesar dos cronogramas, à medida que evoluam as negociações da Alca. Graça Lima está em Assunção (Paraguai) para mais uma rodada de negociações entre Mercosul e UE.

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