UDR quer investigação sobre loteamento de cargos no Incra

A União Democrática Ruralista (UDR) vai pedir ao Ministério Público Federal que investigue os convênios firmados entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas Florestais (Fepaf) para a contratação de pessoal e prestação de assistência aos assentamentos da reforma agrária em São Paulo.Reportagem do Estado mostrou que convênios têm servido para a colocação, em postos-chave do Incra, de militantes e ex-militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), como os atuais coordenadores dos núcleos de apoio de Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema e Presidente Epitácio, no Pontal do Paranapanema. A região tem o maior número de assentamentos no Estado e lidera o ranking em conflitos agrários."É um fato grave e espero que o Ministério Público peça à Polícia Federal que apure se tudo está de acordo com a lei", disse o presidente da UDR, Luiz Antonio Nabhan Garcia. "Afinal, o Incra é o órgão público que vistoria as terras para a reforma agrária e tem o dever de ser imparcial." Segundo Garcia, muitos proprietários que tiveram fazendas declaradas improdutivas pelo Incra recorreram à Justiça e tiveram ganho de causa. "Mas é um processo longo e caro." Ele acredita que, ao transformar militantes e ex-militantes de uma das partes interessadas - o MST - em agentes públicos, o Incra pode estar quebrando o princípio de igualdade e impessoalidade da gestão pública.O presidente da UDR vai pedir o enquadramento penal dos líderes José Rainha Junior e Sérgio Pantaleão, dissidentes do Movimento dos Sem-Terra (MST), por terem comandado as invasões do chamado "inverno quente" no Pontal do Paranapanema. No final de semana, 15 fazendas foram invadidas por 1.500 sem-terra ligados a Rainha. A ação foi um protesto contra a demora para assentar famílias na região e contra um projeto do governo estadual que regulariza as terras do Pontal.

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