UDR entra com representação contra Via Campesina

A União Democrática Ruralista (UDR), entidade que representa fazendeiros, entrou nesta quarta-feira com representação, no Ministério da Defesa, contra a Via Campesina, braço internacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), pedindo que seus líderes sejam identificados e processados por "agressão à soberania nacional". Segundo o presidente Luiz Antonio Nabhan Garcia, o grupo é uma organização ilegal e não tem legitimidade, mas seus 300 integrantes ocupam uma área pública da rodovia BR-153, defronte a propriedade do deputado Abelardo Lupion (PFL-PR), em Santo Antonio da Platina (PR). Segundo Nabhan, os acampados estão "atentando contra a segurança nacional e a ordem pública". Ele protocolou representação semelhante na Procuradoria Geral da República, em Brasília. De acordo com Nabhan, o grupo é o mesmo que destruiu o laboratório de pesquisas da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul, no primeiro semestre. "Essa conduta extrapola as raias do crime comum para atentar contra a soberania nacional e o estado de direito", diz, na representação. Em nota divulgada nesta quarta, o MST informou que o acampamento foi montado para denunciar o deputado, que teria "ganhado" a fazenda de uma multinacional do setor de sementes, a Monsanto, em troca do apoio no Congresso Nacional para a autorização do uso do glifosato como herbicida em culturas de soja geneticamente modificadas. O deputado, que nega a denúncia, havia dito que, se reeleito, fará tudo para "destruir" o MST.

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