UDR entra com representação contra Stédile

A União Democrática Ruralista (UDR) vai entrar com representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Ruais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, por incitação à violência. Em discurso no município de Caguaçu, no Rio Grande do Sul, o líder convocou os sem-terra e pequenos agricultores para uma guerra contra os fazendeiros com áreas acima de 2 mil hectares. "Não vamos dormir até acabarmos com todos eles", afirmou. Stédile chamou a legião de sem-terra de "nosso exército" e referiu-se aos ruralistas como "inimigos". Para o presidente da UDR, Luiz Antonio Nabhan Garcia, o discurso é um convite para o confronto. "Esse cidadão tem de ir para a cadeia porque faz mal para a sociedade." O tom das declarações feitas pelo líder, segundo Garcia, demonstra que o MST não está preocupado com a reforma agrária nem com a harmonia entre as pessoas. "Eles querem a guerra, a revolução. Num País democrático, que tem na bandeira as palavras ordem e progresso, quem defende a guerra está contra o Brasil." Para o presidente da UDR, as declarações "desastrosas" de Stédile, quando propõe para "cada mil" trabalhadores rurais "pegarem um" fazendeiro, revelam um ressentimento "anacrônico e absurdo" contra as classes produtoras. "Deveria haver mais respeito por quem trabalha para produzir alimentos e gerar riquezas para o País." Segundo ele, a maioria dos fazendeiros não é contra a reforma agrária, desde que feita com respeito à lei.

Agencia Estado,

25 de julho de 2003 | 16h59

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.