UDR diz que não aceita perseguição a fazendeiros

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, pediu hoje que as investigações sobre a posse de armas no campo sejam feitas de forma séria e imparcial. "Não vamos aceitar perseguição contra os fazendeiros." Ao tomar conhecimento de que a Polícia Federal pode pedir mandados judiciais para entrar nas fazendas, ele alertou para o risco de "caça às bruxas" e pediu serenidade. "Não é porque um fazendeiro, supostamente, mantém segurança armada que todos são suspeitos." A milícia foi mostrada no quinta-feira pelo Estado com armas de uso restrito, como fuzis e escopetas. Segundo Nabhan Garcia, há muito tempo os produtores rurais vêem denunciando os métodos violentos empregados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) nas invasões de propriedades e alertando para uma possível reação. "Eles queimam, ameaçam, destróem, saqueiam e nunca foram reprimidos". CríticasO ruralista reclamou da forma como o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, referiu-se aos fazendeiros, tratando-os como se fossem bandidos. "Quando reclamávamos da violência do MST, o ministro dizia que isso era com a polícia. Bastou aparecer arma do lado do fazendeiro que ele agora assume o papel de xerife." Nabhan Garcia voltou a pedir a demissão de Rossetto. "Se o governo Lula quer fazer uma reforma agrária justa precisa pôr gente imparcial no ministério." O presidente da UDR considerou "hipocrisia" a decisão do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, de mandar a Polícia Federal apurar o armamento no campo. "Desde que ele foi designado para o cargo estamos pedindo uma ação preventiva e nada foi feito." Nabhan Garcia será ouvido esta semana no inquérito que apura a posse de armas proibidas no Pontal. O líder do MST, José Rainha Júnior, e o coordenador regional Manoel Messias Bispo devem ser ouvidos amanhã pelo delegado seccional de Presidente Wenceslau, Dirceu Urdiales, que dirige o inquérito.

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