UDR culpa Planalto pela 'impunidade no campo'

Presidente nacional da União Democrática Ruralista (UDR), o agropecuarista Luiz Antonio Nabhan Garcia criticou ontem as ocupações feitas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). "Se existe violência no campo, quem sofreu violência foi o proprietário, que teve sua terra invadida, saqueada", reclamou. Na opinião dele, as invasões aumentaram durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva "por conta da política de impunidade que existe".

AE, Agência Estado

16 de abril de 2010 | 09h13

"A UDR criou o cerco jurídico. Se no governo Lula havia uma invasão, nós denunciávamos e cobrávamos uma ação. Isso aconteceu de um modo geral em todo o País", disse. "Toda ação gera uma reação. O proprietário tentou fazer sua fazenda mais produtiva, e se proteger com o cerco jurídico."

De acordo com levantamento divulgado ontem pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), nos últimos 25 anos, o período com o maior número de conflitos agrários no País foi o do governo do presidente Lula - a média anual do número de conflitos registrados entre 2003, quando ele assumiu o governo, e 2009 chegou a 929. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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