UDR culpa governo por ações no Pontal

Ruralista afirma que reforma agrária virou uma forma de ganhar dinheiro e que o MST está à procura de um mártir

José Maria Tomazela, enviado especial a Presidente Bernardes (SP),

16 de janeiro de 2011 | 15h45

Para o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Nabhan Garcia, as invasões na região do Pontal do Paranapanema são "crimes anunciados". Ele culpa o governo federal por incentivar indiretamente as ações do MST e o estadual por questionar na justiça a legitimidade da posse dos produtores rurais que colonizaram a região. Diz que a reforma agrária virou uma forma de ganhar dinheiro e que o MST está à procura de um mártir.

 

 

Como os fazendeiros estão reagindo às invasões?

Estão orientados para agir dentro da lei, pedindo na justiça a reintegração de posse imediata e a identificação dos invasores. Pedimos que não reajam, não façam nada, pois o MST está em busca de um mártir. Agora, essas invasões são um crime anunciado e premeditado. O líder deles avisou que faria e nenhuma autoridade se movimentou para impedir. A impunidade é que gera essa situação. O governo federal apoia esses grupos, abre os cofres. A reforma agrária virou uma maneira de ganhar dinheiro, basta ver quantas cooperativas do MST estão envolvidas em desvios.

 

 

Existe uma forma de acabar com esses conflitos?

O governo do Estado teria de parar com essa história de dizer que as terras aqui são devolutas. Tira a terra do produtor que trabalha nela há 150 anos e entrega para quem não produz. É inaceitável expulsar quem comprou, pagou os impostos e está produzindo e entregar para foras da lei. Nas terras que eles dizem ser devolutas tem usinas, resultado de um investimento de R$ 3 bilhões, que geram 10 mil empregos diretos e indiretos na região. Vão tirar as usinas também?

 

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