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TV Estadão entrevista Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte, sobre cultos na pandemia

Considerado rígido no combate à pandemia, Kalil foi intimado pelo STF a cumprir decisão que liberou cultos e missas no domingo de Páscoa

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2021 | 10h32

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), participa, a partir do meio-dia desta quarta-feira, 7, de entrevista ao vivo na TV Estadão. Considerado um dos políticos mais rígidos na adoção de normas de enfrentamento ao novo coronavírus, Kalil foi intimado pelo Supremo Tribunal Federal no domingo de Páscoa a cumprir a decisão tomada pelo ministro Kassio Nunes Marques de liberar cultos e missas em templos religiosos. Contrário à medida, recorreu à Corte, que marcou plenária para definir a questão em todo o País na tarde desta quarta.

Em seu segundo mandato à frente da capital mineira - foi reeleito em primeiro turno ano passado com 63% dos votos -, Kalil já determinou o fechamento de todas as atividades comerciais não essenciais na cidade em quatro oportunidades. A última se deu no início de março e segue válida. Aos domingos, até mesmo padarias, supermercados e açougues fecham para evitar aglomerações.

A determinação do prefeito em manter fechadas também as igrejas lhe rende críticas entre os evangélicos. O líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, citou Kalil durante culto no domingo: "Todo mundo que deseja enfrentar Deus é louco. Porque isso (liberação dos cultos) foi ordem de Deus." O mesmo foi feito por Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, Pelo Twitter, ele chamou Kalil de "bobalhão" e "inescrupuloso" por indicar que não obedeceria a ordem de Nunes Marques.

Pelas redes sociais, o prefeito afirmou, também no domingo, que "por mais que doa no coração de quem defende a vida", iria respeitar a decisão e liberar a abertura de igrejas ao mesmo tempo em que tentaria reverter a decisão no STF. 

Nesta terça, 6, Belo Horizonte registrou recorde de mortes por covid-19. Segundo boletim epidemiológico municipal, foram 92 óbitos em 24 horas. Desde o início da pandemia, 3.406 moradores da cidade perderam a vida para a doença. A ocupação de leitos de UTI está em 95,9%.

 

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