TV Brasil terá âncora em São Paulo

Paulistas, porém, só conseguirão assistir a emissora em canal aberto em agosto

Wilson Tosta, de O Estado de S. Paulo,

11 de abril de 2008 | 21h37

Dez dias após a demissão do jornalista Luiz Lobo, que denunciou suposta interferência do Palácio do Planalto nas reportagens do Repórter Brasil, o noticiário noturno da estatal TV Brasil estreará na segunda-feira, 14, uma nova editora-chefe em Brasília e um terceiro âncora em São Paulo.   A jornalista Antonieta Goulart assumirá a chefia do telejornal, uma das funções anteriormente de Lobo, que também ancorava o jornal a partir do Distrito Federal - na bancada de apresentador, foi substituído por Lincoln Macário. A este e à também âncora Luciana Barreto, do Rio, irá juntar-se depois de amanhã Florestan Fernandes Jr, que apresentará parte do jornal a partir da capital paulista. O RB lançará um quarto âncora, no Maranhão, até o fim de 2008.   A jornalista Helena Chagas, diretora de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa que opera a TV Brasil, preferiu nesta sexta-feira, 11, não comentar a demissão de Lobo e a crise que ela abriu. O Conselho Curador da EBC anunciou investigação sobre a suposta censura oficialesca ao noticiário da empresa. Ela explicou, porém, que as funções que eram do jornalista demitido foram permanentemente divididas: Antonieta cuidará só da edição, sem aparecer no ar, e Macário apresentará notícias no vídeo.   "A modalidade de âncora editor-chefe (funções que Lobo acumulava) não funcionou", disse Helena.   Já Florestan pilotará um paradoxo: apresentará notícias de São Paulo que não serão transmitidas para o Estado em sinal aberto convencional. Dificuldades burocráticas atrasaram a liberação de equipamentos importados para levar o canal ao ar que, agora, estão sob teste. Somente em agosto de 2008, quando estiverem prontos, a TV Brasil transmitirá plenamente em São Paulo.   Por enquanto, a TV Brasil é transmitida para os paulistas apenas em UHF, no canal 69, de alcance limitado. Na Sky, é o canal 116, e "logo", segundo Helena, ganhará canal exclusivo também na NET. Helena, apesar desses problemas, considerou "um primeiro passo importantíssimo" que o Repórter Brasil passe a ser "ancorado" também de São Paulo.   "Hoje (sexta-feira, 11), sem um âncora lá, a gente não tem condição de botar um entrevistado em estúdio em São Paulo", explicou.   Futuramente, segundo Helena, o Repórter Brasil terá âncoras também no Nordeste e no Norte. No início, será aproveitada a estrutura da antiga TV Educativa do Maranhão, para lançar, a partir do Estado, um quarto âncora, provavelmente no segundo semestre, dirigido às duas reuniões. A posição do território maranhense, no meio-norte do País, foi fundamental na escolha.   "Com âncoras em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão, ganharemos capilaridade", disse Helena.Nos próximos dias, seguirá para Luanda o jornalista Carlos Alberto Júnior, que, a partir de Angola, será correspondente da TV Brasil na África. Outro plano da emissora é aumentar a interatividade, conseguindo, por meio da internet, temas, perguntas e comentários dos leitores.

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